Produto digital e MVP

Como escolher software sob medida para modernizar seu ERP sem comprometer a operação

17 min de leitura

Um guia prático para CEOs, CTOs e Heads de Produto escolherem o parceiro certo para criar aplicações, integrações e automações conectadas ao ERP.

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Como escolher software sob medida para modernizar seu ERP sem comprometer a operação

Software sob medida para ERP: a decisão começa antes do código

Escolher software sob medida para modernizar um ERP não é simplesmente contratar uma equipe para desenvolver telas. A decisão envolve entender quais processos realmente limitam o crescimento, quais dados precisam circular entre sistemas e qual camada digital pode gerar valor sem colocar a operação em risco. Para uma empresa com backlog extenso, integrações frágeis ou usuários dependentes de planilhas, o parceiro escolhido pode acelerar a transformação ou apenas criar mais uma aplicação difícil de manter. O primeiro critério é a capacidade de investigar o negócio antes de propor a solução. Uma empresa industrial, por exemplo, pode pedir um aplicativo para apontamentos de produção, mas o problema real estar na ausência de dados confiáveis entre chão de fábrica, estoque e planejamento. No varejo, a demanda pode parecer uma nova tela de pedidos, enquanto o gargalo está na sincronização de preços, disponibilidade e logística. A especificação inicial nem sempre representa a causa do problema. Um bom parceiro transforma a necessidade em hipótese verificável. Ele mapeia usuários, eventos, regras de negócio, integrações, riscos de segurança e métricas de sucesso antes de estimar o desenvolvimento. Esse trabalho reduz a chance de entregar uma funcionalidade tecnicamente correta, porém irrelevante para a operação. A descoberta de mercado antes de uma linha de código ajuda a estruturar essa investigação com entrevistas, análise de demanda e validação de prioridades. A OrbeSoft atua nesse ponto de decisão com discovery, UX/UI, engenharia e implantação em uma mesma frente. A proposta não é substituir automaticamente o ERP, mas construir a camada necessária para melhorar a experiência, automatizar rotinas e conectar dados. Essa abordagem é especialmente útil quando a empresa precisa lançar um produto interno, um portal B2B, um aplicativo operacional ou um novo serviço digital sem interromper o sistema central.

O que avaliar em um fornecedor de software sob medida

  • Experiência com integrações reais: o fornecedor deve explicar como lidará com APIs, cargas de dados, autenticação, falhas de comunicação, duplicidade de registros e reconciliação. Uma demonstração genérica de interface não prova capacidade de integração com SAP, Power BI, Azure, AWS ou Google Cloud.
  • Visão de produto, não apenas capacidade de programação: procure evidências de que a empresa questiona escopo, valida jornadas com usuários e conecta entregas a indicadores operacionais. O objetivo não é medir quantidade de código, mas saber qual processo será destravado e como o resultado será acompanhado.
  • Arquitetura compatível com o estágio do negócio: um monólito modular pode ser mais adequado para uma primeira versão do que uma rede de microsserviços. O parceiro precisa justificar decisões por volume, criticidade, latência, compliance e capacidade de manutenção, sem impor uma arquitetura por preferência.
  • Governança e responsabilidade clara: defina quem decide prioridades, quem aprova mudanças, quem responde por incidentes e quais artefatos serão entregues. Reuniões, atas de decisão, gestão de riscos e demonstrações frequentes evitam que o projeto se torne uma caixa-preta.
  • Equipe sênior dedicada: uma squad exclusiva tende a preservar contexto e velocidade melhor do que profissionais distribuídos entre vários projetos. Verifique a participação efetiva de arquiteto, liderança técnica, produto, UX e qualidade, não apenas os nomes apresentados na proposta.
  • Transferência de conhecimento e propriedade: código, documentação, infraestrutura, credenciais, testes e decisões arquiteturais precisam estar acessíveis ao cliente. Contratos claros reduzem dependência e protegem a continuidade do produto após a primeira fase.
  • Capacidade de operar depois do lançamento: um sistema integrado ao ERP precisa de monitoramento, alertas, logs, tratamento de falhas e plano de suporte. Entregar a aplicação sem preparar a operação apenas desloca o risco para a equipe interna.

Por que fazer uma auditoria técnica antes de contratar

A contratação direta de uma equipe pode parecer mais rápida, mas frequentemente esconde uma pergunta essencial: o gargalo está no volume de pessoas ou na qualidade das decisões? Se o ERP possui integrações instáveis, dados inconsistentes e dependências não documentadas, adicionar desenvolvedores pode aumentar conflitos e retrabalho. Uma auditoria técnica curta cria uma linha de base para decidir com mais segurança. Essa auditoria deve revisar a arquitetura atual, o fluxo de dados, os pontos de integração, a cobertura de testes, a infraestrutura, os controles de acesso e o backlog. Também precisa identificar conhecimento concentrado em poucas pessoas, componentes sem manutenção e funcionalidades que dependem de processos manuais. Em uma empresa que cresceu de 1.000 para 100.000 usuários, por exemplo, a solução não é presumir que todos os componentes precisam ser reescritos. É localizar o caminho crítico que limita performance, disponibilidade ou velocidade de entrega. O resultado esperado não é um relatório extenso, mas decisões acionáveis: o que preservar, o que corrigir, o que adiar e o que construir primeiro. Para isso, o fornecedor deve relacionar risco técnico a impacto de negócio. Uma integração que falha durante o fechamento financeiro tem prioridade diferente de uma melhoria visual em um painel de baixo uso. A auditoria do risco técnico de um backlog oferece uma referência útil para transformar dívida técnica em custo de oportunidade. Esse custo pode aparecer como horas improdutivas, incidentes, perda de clientes enterprise, atraso comercial ou incapacidade de atender requisitos de auditoria. A proposta mais madura é aquela que explicita esses trade-offs, em vez de prometer velocidade sem conhecer o terreno. Em projetos com dados pessoais, saúde, finanças ou governo, a investigação também precisa considerar privacidade e segurança desde o início. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais deve orientar a análise de finalidade, acesso, retenção e compartilhamento dos dados. Isso não significa transformar o discovery em um processo jurídico interminável, mas evitar que decisões de arquitetura criem riscos difíceis de corrigir depois.

Como selecionar o parceiro em cinco etapas

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    Defina o problema operacional e a métrica de sucesso

    Escreva qual processo será melhorado, quem será impactado e qual evidência mostrará progresso. Exemplos incluem reduzir o tempo de cadastro, eliminar conciliações manuais, aumentar a disponibilidade de dados ou permitir que uma área acompanhe pedidos em tempo real.

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    Separe requisitos obrigatórios de hipóteses

    Integração com ERP, autenticação corporativa e requisitos regulatórios podem ser obrigatórios, enquanto determinadas telas e automações ainda são hipóteses. Essa separação evita que a equipe trate todas as solicitações como escopo fechado antes de validar a jornada.

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    Solicite uma prova de entendimento

    Antes de comparar preços, peça que cada fornecedor descreva riscos, dependências, perguntas em aberto e uma proposta de primeira entrega. Quem apenas repete o briefing talvez ainda não tenha entendido a complexidade do seu ambiente.

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    Faça uma avaliação técnica controlada

    Uma oficina ou teste pago de curta duração pode avaliar integração, qualidade de código, comunicação e capacidade de transformar requisitos em decisões. O exercício deve usar um problema representativo, sem exigir propriedade intelectual sensível ou trabalho gratuito de vários fornecedores.

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    Contrate a primeira fase com critérios de saída

    Estruture a fase inicial com objetivos, entregáveis, responsabilidades, critérios de aceite e revisão executiva. Se as evidências não confirmarem a hipótese, o contrato deve permitir ajustar o escopo sem transformar cada mudança em uma disputa.

Projeto fechado, squad dedicada ou extensão do time interno?

O modelo de contratação deve acompanhar o tipo de incerteza. Um projeto fechado funciona bem quando o objetivo, as integrações e os critérios de aceite estão relativamente claros. Ele facilita orçamento e governança, mas exige cuidado com mudanças de escopo e com a qualidade da descoberta inicial. Se a empresa ainda está validando o problema, um contrato rígido pode incentivar a entrega de funcionalidades que já perderam prioridade. A squad dedicada é mais adequada quando existe um problema estratégico que exige colaboração contínua, como modernizar uma área do ERP, criar uma plataforma digital ou acelerar uma frente crítica do roadmap. Nesse formato, os profissionais trabalham com contexto do cliente, participam das decisões e podem adaptar a solução conforme surgem evidências. Isso não significa ausência de controle. A governança precisa definir metas, rituais, níveis de serviço, indicadores e limites de decisão. Ampliar o time interno pode ser a melhor escolha quando o conhecimento do domínio é central, o fluxo de trabalho é permanente e a empresa consegue contratar e reter os perfis necessários. Porém, a contratação de profissionais sêniores pode envolver meses de seleção e integração, além de aumentar a estrutura fixa. Para uma iniciativa com prazo definido ou necessidade de capacidade especializada, uma equipe externa pode reduzir o tempo até a primeira entrega. A escolha não deve ser feita por hábito. O playbook para decidir entre squad dedicada, bodyshop ou time interno ajuda a analisar urgência, criticidade, conhecimento interno, duração e necessidade de transferência. Também é possível combinar modelos: uma equipe externa resolve a integração crítica e prepara o time interno, enquanto profissionais da empresa preservam a governança do produto. Na prática, a OrbeSoft trabalha principalmente com projetos de ponta a ponta e squads sênior dedicadas. A diferença está no compromisso com a decisão de produto e arquitetura, não apenas com a execução de tarefas. Em mais de 300 projetos realizados na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa, a experiência acumulada em operações enterprise ajuda a lidar com integrações, ambientes regulados e diferentes níveis de maturidade tecnológica.

Como desenhar a camada digital sem criar outro legado

Modernizar um ERP não significa colocar uma nova aplicação na frente dele e replicar todos os dados sem critério. A arquitetura precisa definir qual sistema é responsável por cada informação, quando uma atualização é síncrona ou assíncrona e como o produto reage quando uma integração fica indisponível. Essas decisões determinam a confiabilidade da operação muito mais do que a escolha de um determinado framework. Em uma integração com SAP, por exemplo, o projeto deve mapear objetos de negócio, permissões, limites de chamadas, ambientes de teste e regras de reconciliação. Com Power BI, é necessário separar o uso analítico da operação transacional e definir a frequência e a qualidade das cargas. Em AWS, Azure ou Google Cloud, o desenho precisa considerar identidade, redes, observabilidade, custos e recuperação de falhas desde a primeira versão. Uma regra prática é manter a primeira entrega pequena, mas não descartável. O MVP pode começar com um fluxo de alto valor, como aprovação de pedidos, acompanhamento de manutenção ou consulta de disponibilidade, desde que tenha autenticação, logs, testes e tratamento de erro compatíveis com o risco. O que deve ser reduzido é a amplitude da hipótese, não a responsabilidade sobre o caminho crítico. O guia para integrar IA com SAP e Power BI mostra por que a camada de integração precisa ser pensada junto com dados, permissões e experiência de uso. Se a empresa planeja automação ou apoio à decisão com Inteligência Artificial, também deve controlar origem dos dados, explicabilidade, revisão humana e custos de processamento. Um recurso inteligente que usa dados incompletos pode acelerar uma decisão errada. Como referência de engenharia, o AWS Well-Architected Framework organiza discussões sobre excelência operacional, segurança, confiabilidade, eficiência de performance e otimização de custos. O framework não deve ser aplicado como uma lista burocrática, mas como uma forma de tornar as decisões explícitas. O parceiro ideal adapta esses princípios ao porte, ao risco e ao orçamento do produto.

Sinais de alerta na proposta comercial e técnica

  • Preço fechado sem perguntas sobre o ERP, o ambiente atual, os dados ou os usuários. Isso pode indicar que a estimativa foi feita por comparação superficial, não por entendimento do problema.
  • Cronograma baseado apenas em quantidade de telas. Integrações, regras de negócio, testes, migração, segurança e homologação costumam determinar o esforço real.
  • Promessa de que a equipe começa a desenvolver imediatamente, sem discovery, auditoria ou definição de critérios de sucesso. A velocidade inicial pode virar retrabalho depois.
  • Arquitetura com termos sofisticados, mas sem explicação de trade-offs. Microsserviços, inteligência artificial ou múltiplas nuvens não são benefícios por si só.
  • Ausência de plano para incidentes, suporte, monitoramento e continuidade. Um sistema operacional precisa ser acompanhado depois do lançamento.
  • Contrato que não define propriedade intelectual, acesso aos repositórios, documentação, ambientes e credenciais. Esses pontos devem ser negociados antes da primeira entrega.
  • Indicadores limitados a horas trabalhadas, tarefas concluídas ou pull requests. Métricas técnicas são úteis, mas precisam estar conectadas a desempenho, adoção, qualidade e objetivos do negócio.
  • Equipe apresentada na venda que não aparece na execução. Solicite a composição real, a dedicação prevista e o papel de cada profissional no projeto.

O que deve acontecer nos primeiros 90 dias do projeto

Os primeiros 30 dias devem produzir entendimento compartilhado, não apenas código. O time precisa entrevistar usuários e responsáveis pelo processo, revisar integrações, organizar riscos, confirmar métricas e desenhar a jornada prioritária. Ao final desse período, a liderança deve saber qual hipótese será testada, quais dependências podem bloquear a entrega e qual decisão será tomada com os resultados. Entre o segundo e o terceiro mês, o foco passa para uma fatia funcional e observável do produto. Isso pode incluir um fluxo integrado ao ERP, um protótipo testado com usuários reais, um painel de acompanhamento ou uma automação com revisão humana. A entrega precisa gerar evidência: tempo de execução, taxa de erro, adesão, chamados, qualidade dos dados ou redução de trabalho manual. Um exemplo concreto: uma empresa de serviços profissionais percebe que sua equipe gasta horas consolidando informações de contratos em planilhas. Em vez de construir um portal completo, a primeira fase pode centralizar consulta, alertar vencimentos e registrar alterações com trilha de auditoria. Se os usuários adotarem o fluxo e os dados forem confiáveis, a empresa terá base para priorizar faturamento, renovação e análises futuras. A cadência executiva deve incluir demonstração quinzenal, revisão mensal de riscos e uma decisão formal ao fim da fase. O resultado pode ser continuar, ajustar, pausar ou encerrar, dependendo das evidências. Para produtos em crescimento, o guia de migração de MVP para produto 1.0 ajuda a conectar validação, estabilidade e evolução sem transformar o primeiro lançamento em uma reescrita prematura. Empresas que recebem recursos de FAPESC, FINEP ou BNDES precisam acrescentar rastreabilidade de entregáveis, evidências técnicas e aderência ao plano aprovado. A prestação de contas não deve ser tratada como atividade separada do desenvolvimento. Backlog, decisões, testes e resultados bem documentados ajudam tanto na governança do fomento quanto na preparação para futuras rodadas ou auditorias.

A recomendação para escolher com menos risco

Comece pela pergunta que muitos fornecedores evitam: o que não deveria ser construído agora? A resposta revela se o parceiro está interessado em reduzir risco ou apenas em ampliar escopo. Em seguida, peça uma auditoria proporcional ao problema, uma primeira hipótese mensurável e uma proposta que mostre como as integrações e a operação serão tratadas. Para uma empresa com ERP consolidado, a melhor solução costuma ser incremental. Uma camada digital bem desenhada pode melhorar a experiência dos usuários, conectar canais, automatizar decisões e preparar novos produtos sem substituir o núcleo transacional. Quando a arquitetura atual realmente impede o negócio, a auditoria também fornece evidências para refatorar, modularizar ou substituir partes específicas. O fornecedor certo combina visão de negócio, engenharia sênior, UX e responsabilidade sobre a produção. Ele consegue trabalhar com SAP, Power BI, nuvens públicas e sistemas legados, mas não começa pela tecnologia. Começa pelo processo, pela pessoa afetada e pela decisão que a empresa precisa tomar. Esse é o perfil de parceria que a OrbeSoft oferece em projetos de software sob medida: análise, prototipação, desenvolvimento e evolução em uma frente integrada. A contratação pode ser estruturada como projeto fechado ou squad dedicada, conforme o nível de incerteza e a necessidade de capacidade. O próximo passo é transformar seu problema operacional em uma hipótese técnica e comercial verificável.

Perguntas Frequentes

Quanto custa desenvolver software sob medida integrado a um ERP?

O custo depende principalmente da quantidade de processos, complexidade das integrações, requisitos de segurança, número de perfis de usuário e necessidade de migração ou operação contínua. Uma aplicação simples conectada a uma API documentada tem esforço muito diferente de uma plataforma que precisa sincronizar dados, operar offline e manter trilhas de auditoria. A forma mais segura de estimar é realizar discovery e auditoria técnica antes de fechar o escopo. Assim, a proposta separa o que é obrigatório, o que é hipótese e o que pode ficar para uma fase posterior.

É melhor criar software sob medida ou trocar o ERP?

A resposta depende do papel que o ERP cumpre e do tipo de problema enfrentado. Se o núcleo transacional atende às regras financeiras e operacionais, mas a experiência, a integração ou a automação são deficientes, uma camada sob medida pode resolver o gargalo com menos risco. A troca do ERP costuma envolver migração de dados, treinamento, mudança de processos e impacto amplo na operação. Uma auditoria técnica e de processos ajuda a comparar o custo, o prazo e o risco de cada caminho.

Como escolher uma empresa para desenvolver um aplicativo conectado ao SAP?

Avalie experiência comprovada com APIs, autenticação, ambientes de teste, limites de integração, tratamento de falhas e reconciliação de dados. Peça ao fornecedor para explicar como evitará duplicidade, inconsistência e indisponibilidade quando o SAP ou a aplicação estiverem temporariamente fora do ar. Também verifique se ele conhece segurança, observabilidade e governança de mudanças. Uma boa proposta descreve a primeira integração em detalhes e deixa claras as responsabilidades do cliente e da equipe de desenvolvimento.

Uma squad externa pode trabalhar junto com o time interno sem gerar conflito?

Pode, desde que papéis, decisões e critérios de sucesso sejam definidos antes do início. A tensão entre CEO e CTO ou entre time interno e fornecedor geralmente nasce de objetivos diferentes, não de um problema pessoal. Rituais de arquitetura, revisão de backlog, documentação e transferência de conhecimento ajudam a transformar a equipe externa em capacidade complementar. O playbook de alinhamento entre CEO e CTO ao contratar uma squad externa apresenta práticas para alinhar expectativas, indicadores e cláusulas.

O que deve estar no contrato de desenvolvimento de software sob medida?

O contrato deve definir escopo ou objetivos, entregáveis, critérios de aceite, responsabilidades, propriedade intelectual, acesso ao código, segurança, confidencialidade, suporte e regras para mudanças. Também é recomendável estabelecer rituais de governança, indicadores operacionais e condições de saída ou transição. Em projetos integrados ao ERP, inclua responsabilidades por ambientes, credenciais, dados de teste e disponibilidade das APIs. Quanto mais crítico o sistema, mais importante é detalhar incidentes, níveis de serviço e continuidade.

Como evitar que o novo sistema vire outro legado?

Evite construir uma cópia indiscriminada do ERP e defina claramente a responsabilidade de cada sistema sobre os dados. Comece com um fluxo de alto valor, mas inclua testes, logs, controle de acesso, monitoramento e documentação compatíveis com a criticidade. Faça revisões periódicas de arquitetura e acompanhe indicadores como falhas de integração, tempo de resposta, retrabalho e chamados. A evolução modular permite ampliar o produto sem transformar cada nova funcionalidade em uma dependência difícil de alterar.

A OrbeSoft desenvolve projetos fechados ou fornece equipes dedicadas?

A OrbeSoft trabalha com os dois modelos. O projeto fechado, de ponta a ponta, é indicado quando existe um objetivo bem definido e a empresa quer conduzir discovery, UX, engenharia e lançamento com uma única parceira. A squad dedicada é adequada quando há uma frente estratégica contínua, backlog complexo ou necessidade de profissionais sêniores integrados ao time interno. A recomendação depende do estágio do produto, do grau de incerteza e da capacidade de governança do cliente.

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Sobre o Autor

F
Felippe Cunha Sandrini

Felippe Sandrini é CEO da Orbe Soft e especialista em criação de produtos digitais, validação de MVPs e inovação tecnológica. Com experiência em startups, projetos corporativos e software sob medida, escreve sobre produto, UX, tecnologia e decisões estratégicas para quem quer crescer com menos risco e mais resultado.

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